Os Poetas Vadios do Futuro
O mundo do futuro pertencerá aos poetas vadios, aqueles que não se deixam prender pelas correntes do material.
Quando a tecnologia for rei, ao homem caberá a responsabilidade maior: interrogar-se, criar o que nunca foi criado, sonhar.
E, sonhando, o poeta vadio abre caminhos, inventa horizontes, ergue mundos novos.”
O mundo que virá não será governado apenas por máquinas, algoritmos ou mercados esses, como sombras, cuidarão da engrenagem.
O verdadeiro destino pertencerá aos poetas vadios: os que caminham sem pátria fixa, sem muralhas no espírito, os que não se deixam algemar pelo peso do ouro ou da rotina.
Na era em que a tecnologia se coroará como rei absoluto, será ao homem dado um encargo maior: interrogar-se diante do mistério.
Será dele a missão de acender o fogo da imaginação, de criar o que jamais existiu, de sonhar o impossível como quem semeia mundos.
E, nesse gesto, o poeta vadio se tornará o verdadeiro arquitecto da aurora.
Sonhando, erguerá civilizações invisíveis, que só depois se tornarão visíveis.
Vagueando, abrirá clareiras onde o humano poderá reencontrar a sua própria alma, a liberdade.